segunda-feira, 23 de junho de 2008

Dogue de Bordeaux

O Dogue de Bordeaux é um cão de guarda, de grande porte, musculoso e imponente. Atento, corajoso, rápido no agir, não necessita ser adestrado para essa finalidade.

Além de ser um excelente guardião de casas, é amoroso e apegado à família necessitando ficar em contato permanente com os seus donos e familiares.

O seu aspecto realmente impressiona. Tem uma das mais volumosas cabeças da espécie canina. Além do corpo forte, pesado, possui a pele solta proporcionando rugas abundantes.

Nas situações de perigo ele não late. Simplesmente age. Não demonstra qualquer reação diante de estranhos. Não rosna e nem faz festa. Em caso de ameaça, avança direto, sem avisar. A fama de agressivo, vinda do seu passado de lutador, pode surpreender quem o vê calmo e equilibrado.

Seu pêlo fino, curto e suave pode ter cores como mogno, dourado, castanho, amarelado e preto manchado em tons fortes como vermelho. A mancha preta ou vermelha é desejável. A sua altura varia de 58,5 a 66 cm e pesa de 45 a 50 Kg.

É um cão tranqüilo e dócil que gosta de estar com as crianças. Porém, sabe se impor. De personalidade forte, não se submete facilmente e não fica pedindo atenção e carinho, apesar de adorar seus proprietários. Caso se sinta desafiado, ataca os outros cães.

Originário de Bordeaux, região ao sudoeste da França, não há registros seguros sobre seus antepassados mais próximos. Alguns acreditam ser proveniente dos cruzamentos entre Mastifes e Buldogues Ingleses. Outros sustentam que descende do Dogue de Burgos ou do Mastim do Tibet. Acredita-se que seus ancestrais mais antigos sejam cães molossos vindos da Índia e China há três mil anos, introduzidos gradativamente na Europa.

Foi apresentado pela primeira vez em uma exposição canina em 1863, em Paris, e seu padrão foi proposto no livro "Le Dogue de Bordeaux", lançado em 1893 pelo francês Pierre Megnin. Hoje a raça encontra-se principalmente na Europa e América do Norte e é reconhecida exclusivamente pela FCI - Federação Cinológica Internacional.

Ao redor de 1860 tornou-se uma atração em brigas com cães ou outros animais, como lobos, que ocorriam praticamente em todos os bairros de Paris. Esses combates cruéis só costumavam terminar quando um dos participantes morresse, em geral o adversário do Dogue de Bordeaux. Lutava também contra ursos com focinheiras, e, na maioria das vezes, conseguia imobilizá-los por uma das orelhas.

Com a proibição das lutas, a criação do Dogue de Bordeaux declinou e quase desapareceu, reiniciando nas últimas décadas uma lenta, mas constante expansão.

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Unknown disse...

Não gosto e imaginar os ancestrais do Dogue de Bordeaux lutando, se degladiando ate a morte do oponente... Ja tive a felicidade de ter um Dogue de Bordeaux, e terei um outro.
Ele é um cão M A R A V I L H O S O !
É lindo demais, muito dócil, imponente, guardião, um verdadeiro amor.
Aureliaaurita

Rodrigo disse...

Aurélia, não gosto de pensar em nenhum animal brigando, mas até hoje vemos muitos botando cães, galos, pássaros, etc... Mas quem sabe um dia isso acabe.
Um abraço,

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